nem todas as crianças têm medo

Eu realmente queria que o Brasil cultivasse a tradição do Halloween. É simplesmente tão bonita e empolgante! Mas, como nem tudo é perfeito, contento-me com minhas maratonas de filmes mais obscuros e brevemente pretendo iniciar a leitura de livros do mesmo feitio — e aos interessados, tentarei fazer uma postagem de saldo neste mês, com todos os meus assistidos, lidos e afins. 

De todas as formas, sei que não sou a única que adere à tendência bruxesca de outubro (e fico deveras contente em saber disso), e muitos blogs têm feito postagens temáticas e mais obscuras; entre estes até mesmo o projeto Together, que visa a interação através de postagens mensais com um tema coletivo (as ditas blogagens) e lançou dois temas mensais maravilhosos: medos de infância e histórias reais de terror. Infelizmente, nada de muito obscuro aconteceu comigo nessa minha pacata vidinha — e olha que eu realmente queria que algo me deixasse com os cabelos em pé — e bem, pra falar a verdade eu nunca tive medo de infância algum. Mas entre essas duas blogagens, eu realmente queria fazer alguma e decidi falar justamente sobre meus medos não tão legais de infância, além de meus interesses igualmente estranhos.

don't let me fall in love and want to do disgusting things

uma tarde na Orla do Guaíba em POA :)
Queridos sonhos,
Parem com isso. Por favor, não alimentem as esperanças em meu coração descrente. Vocês sabem que eu não aguento, que apesar de tudo meus sentimentos são fracos e eu tenho acordado em lágrimas por vossa causa. Não é uma sensação divertida ser desiludida todas as manhãs após tantas noites bonitas, dirigindo à noite sem rumo ou passeando no parque e tomando picolé. Em todas as estações do ano, todos os momentos do dia, todos os lugares do mundo... Será que vocês realmente querem acabar com o que resta de minha sobriedade?

Não que aquelas imagens todas, tão bem desenhadas e acolhedoras, sejam de meu desagrado; pelo contrário! É justamente por isso que não aguento mais, queridos sonhos. Não quero passar por isso outra vez — e vocês sabem tão bem como eu que a vida real já está suficientemente encantadora, então não precisam aumentar meu sofrimento com dóceis memórias das quais jamais poderei desfrutar. A insistência dessa possibilidade está me matando, entendem? Simplesmente não. Talvez possam pedir para a realidade presentear-me com uma memória dotada de um fragmento da beleza que vocês são capazes de produzir. Só não me encham de falsas esperanças com um romance que de forma alguma tornar-se-á real.
Na medida certa entre carinho e indignação,
Joana.

uninspired potato with a good taste in music

Meu pai consertou o carregador do computador e o meu pensamento de estar menos dependente dos eletrônicos desde que este quebrou provou-se completamente errôneo — é como diria Joey Tribbiani: "how you doin depois que um cego volta a enxergar, por acaso ele anda com os olhos fechados?". Aproveitei para compôr um layout que pudesse servir para cá por um longo tempo e que não fosse chamativo demais, então tentei apostar em cores neutras e ver no que dava. Apesar de ainda não ter conseguido pensar em um menu legal, consegui arrumar coisas inclusive na versão móvel e isso me deixa feliz; mas ainda assim por algum motivo estou sem inspiração nenhuma pra escrever. A minha vontade é de escrever um milhão de postagens (e acreditem, eu tentei. hoje mesmo tentei escrever sobre meus sentimentos mas era um pouco pessoal demais e acabei por excluir), mas nada vem em mente. E como eu sempre digo, a música fala quando o coração já não tem palavras, então resolvi preparar uma playlist :)